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Postado em 25 de Maio às 11h30

PAPO DE PROFISSA: A anemia pode impactar na performance esportiva?

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O ferro faz várias funções no nosso corpo: o transporte e a entrega de oxigênio pelas hemácias, a produção de energia para as mitocôndrias (nossa usina de energia), além de ser imprescindível para a tiroide, função cognitiva e a resposta imune!

Os valores de hemoglobina podem estar baixos por outras razões além da deficiência de ferro, como hemodiluição, deficiência de B12, B9, perda de sangue ou hipotireoidismo.

Os sintomas da anemia incluem cansaço, falta de ar, má recuperação pos treino, redução do desempenho (especialmente se o volume de treinamento é constante), dificuldade de evolução de treinamento e queda de cabelo. Atletas correm maior risco de estarem deficientes de ferro em comparação com a população em geral, principalmente as mulheres, devido ao ciclo menstrual, os vegetarianos que consomem plantas com ferro não heme e de menor absorção.

Existem duas formas de ferro: heme e não-heme; o ferro heme é mais facilmente absorvido no intestino do que o ferro não-heme. Os alimentos de origem animal (carne bovina, aves, cordeiro, frutos do mar, carne suína) contêm o ferro heme e ferro não-heme. Alimentos à base de plantas (leguminosas, vegetais verdes folhosos, cereais, frutas secas e nozes) contêm quase 100% de ferro não-heme. A absorção de ferro não heme varia entre 2 a 20% e o ferro heme é de 5 a 35% absorvido do total que ingerimos.

A hepcidina é um hormônio que controla a absorção de ferro. Ela aumenta para diminuir a absorção do ferro e diminui para aumentar absorção. A resposta inflamatória do treinamento, principalmente pós treino que pode influenciar na absorção de ferro. Por tanto, há um tempo mais apropriado para usar alimentos ricos em ferro ou a suplementação, a fim de evitar os períodos de pico da atividade hepcidina.

O melhor período é pela manhã antes da sessão de treinamento matinal ou dentro de 30 minutos pós-exercício.
Avaliamos a anemia pelo nível de ferritina, hemograma e a saturação de transferrina sanguíneas. O mais importante é ficar atento aos sinais e sintomas para evitar anemia e prejuízo de desempenho esportivo.

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Amanda Miranda

  • Graduada em nutrição pelo Centro Universitario São Camilo –SP
  • Curso de extensão suplementação nutricional na USP
  • Pós graduada em nutrição clinica funcional – VP consultoria – SP
  • Pós graduada em nutrição ortomolecular pela FAPES – Fundação de ensino e pesquisa do Estado de São Paulo
  • Pós graduada em nutrição esportiva funcional – VP consultoria

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